Cerca de 50 manifestantes participaram de concentração em frente ao palanque oficial do desfile cívico-militar na rua 14 de Julho no encerramento das comemorações do dia da Pátria, em Campo Grande. Foi a 17ª edição do Grito dos Excluídos, que neste ano pregou combate à corrupção e em defesa da justiça social.
O governador André Puccinelli, que no momento da manifestação dava entrevista atrás do palanque, disse que apóia o movimento, “é democrático” e legítimo. O governador disse que sempre defendeu ações de combate à corrupção e qualquer outra forma de crime.
Guido Nogueira, da CPJ (Comissão Pastoral da Juventude), disse que o movimento dos excluídos já está organizado nas redes sociais e toda manifestação é convocada pela internet. Neste ano, em Mato Grosso do Sul, o enfoque foi pelo fim da violência e o extermínio de jovens, que são vítimas do crime organizado, da pobreza, da falta de oportunidades e do trânsito.
Dependendo de cada região e da cidade, os movimentos focam em algum direito ligado à realidade localO 17º Grito dos Excluídos mobiliza manifestantes em todo o país por justiça social e garantia de direitos. Com o lema “Pela Vida, Grita a Terra. Por direitos, Todos Nós”, os protestos também tiveram como alvo os escândalos de corrupção, os mega projetos na Amazônia, as mudanças no Código Florestal e até as obras para a Copa do Mundo de 2014.
O Grito do Excluídos surgiu em 1995, ligado à Campanha da Fraternidade daquele ano. Criado pelo Setor Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a mobilização ganhou adesão de outras entidades e movimentos sociais aos longo dos anos.