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Na Capital, Família recorre à Justiça para fazer cirurgia pelo plano de saúde

06 de março 2012 - 15h17 Por Redação Douranews
Na Capital, Família recorre à Justiça para fazer cirurgia pelo plano de saúde

A família de um adolescente vítima de doença rara teve de recorrer à Justiça, em Campo Grande, para conseguir que o jovem fosse atendido pelo plano de saúde. O motivo do desentendimento foi um transplante ósseo.

O estudante Lucas Vieira, de 17 anos, sofria de escoliose neurológica. Ele tinha dificuldades para se movimentar e até respirar, porque a coluna tinha uma curvatura que pressionava os órgãos do tronco, causando dores. Lucas precisava de um enxerto na coluna, mas em Mato Grosso do Sul não há banco de ossos.

Devido à falta de especialistas no estado, o médico do adolescente encaminhou o caso para outro profissional, no Paraná. O plano de saúde da família, que é regional, se negou a cobrir a cirurgia em outro estado. "Excepcionalmente naqueles casos onde nós não tivermos rede de atendimento suficiente para resolver o problema do paciente, temos que encaminhar para fora. Mas nesse caso específico, nós tínhamos o profissional, os hospitais e as condições técnicas e materiais para que o caso fosse bem resolvido aqui", explica o presidente da Cassems, Ricardo Ayache.

O tratamento poderia custar até R$ 150 mil, e de acordo Vanessa Vieira, mãe do estudante, seria impossível para a família arcar com os custos. Ela resolveu procurar a defensoria pública para conseguir a autorização. "Lá em Curitiba tem banco de ossos, tem médico especialista, é um centro de referência no tratamento da doença dele. Isso foi o que me impulsionou a ir atrás", conta a mãe.

O parecer da Justiça foi favorável a Lucas, apesar das alegações da operadora sobre as condições de o enxerto ser realizado no estado. Para a defensora pública Glória de Fátima Fernandes Galbiati, o fato pode abrir brechas para outros casos semelhantes. "Somos procurados tanto por pessoas sem condições financeiras, como por aquelas que até fazem sacrifício, tem um plano básico ou médio, mas que na hora que a doença acomete, não tem cobertura", afirma.