Dois bebês nascidos ontem (23) na maternidade de Maracaju estão à espera de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em hospitais de Campo Grande. O problema foi exposto pelo médico pediatra Luiz Augusto Possi que passou a noite cumprindo o plantão no Hospital Soriano Correa.
A mãe dos bebês, Ingrid Soares, de 20 anos, chegou ao hospital em trabalho de parto no fim da tarde e após o nascimento das crianças começaram os problemas. O médico disse que o hospital de Maracaju não teria estrutura para atender essa situação, e enviou encaminhamento aos hospitais públicos de Campo Grande com pedido de ‘vaga zero’, ou seja, prioridade ao atendimento dos recém nascidos, mas todas as respostas foram negadas.
De acordo com o jornal Tudodoms, o médico argumentou que “deixar um bebê prematuro de 1500 gramas, outro de 1600 gramas, sem assistência intensiva adequada por falta de leitos de UTI neonatal, é um atocriminoso”. Luiz Augusto e as enfermeiras do Município passaram a noite bombeando oxigênio nos bebês, segundo o jornal.
“Até quando a sociedade vai ficar anestesiada, permitindo que, diariamente, bebês agonizem pela falta de providências; que se construam mais leitos, mais hospitais”, cobrou o médico. Segundo ele, essa não é a primeira vez que um pedido de prioridade de Maracaju é negado em Campo Grande.