A ferrovia que corta Mato Grosso do Sul e liga o estado à fronteira com a Bolívia completa 100 anos em 2014. Um século de muitas histórias e um passado que contribui para a Campo Grande de hoje.
O desenvolvimento que veio com os trilhos transformou Campo Grande em um pólo distribuidor de mercadorias que antes só chegavam e saiam da região pelo porto de Corumbá, a 444 km de Campo Grande. A linha férrea também encurtou o caminho do então estado do Mato Grosso até São Paulo.
Uma mostra na biblioteca pública estadual Isaias Paim homenageia a ferrogia no estado. Ao todo 40 exemplares de livros e fotografias compõem o acervo disponível para consulta da população.
Dos trilhos só restou a saudade, os trens que cortavam Campo Grande já não passam mais pela cidade. A linha férrea foi transferida para o entorno da cidade. A antiga estação ferroviária hoje abriga um espaço cultural, mas no passado era sinônimo de muita movimentação.
A estrada de ferro hoje só serve para o transporte de cargas. Para reviver a fasa da antiga noroeste do Brasil, exposições de fotos de livros estão sendo realizadas até o fim do mês.
"Antes quem saísse de Miranda teria que ir à Corumbá, Buenos aires, dar a volta, isso em 20, 30 dias. E com a Noroeste de Miranda à Bauru seriam, três dias e três noites", lembrou o historiador Hildebrando Campestrini.