O Conselho Deliberativo da Itaipu Binacional aprovou nesta quarta-feira (19) a liberação de R$ 13.055.000,00 para obras de infraestrutura destinadas a garantir o abastecimento de água potável às comunidades indígenas da região da Terra Indígena Nhanderu Marangatu (na Aldeia Campestre), em Antônio João.
A conquista é resultado de articulações realizadas pelo deputado federal Geraldo Resende (União Brasil-MS) junto à direção da empresa, depois de receber das próprias comunidades relatos sobre as dificuldades enfrentadas com a falta de água.
O projeto será desenvolvido e executado em parceria com Sanesul. Além dos recursos assegurados pela Itaipu Binacional, o Governo do Estado participará com a contrapartida de R$ 1,5 milhão, permitindo a implantação da infraestrutura necessária para enfrentar um problema histórico que afeta as famílias indígenas da região.
A situação do abastecimento foi constatada pessoalmente por Geraldo Resende durante agenda realizada em Antônio João, quando percorreu comunidades acompanhado de representantes da Itaipu Binacional e do DSEI/MS, o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul.
Na ocasião, verificou-se que, entre 11 comunidades visitadas — Casa Branca, Cedro, Estrelinha, Fronteira, Itaquiraí, Piquiri, Primavera II, Soberania, Cerro Marangatu, Campestre e Bananal —, apenas a Campestre dispunha de sistema estruturado de abastecimento. Nas demais, a água chegava principalmente por caminhões-pipa e era armazenada em reservatórios improvisados, muitos com capacidade de apenas 500 litros.
A mobilização começou depois que moradores procuraram o deputado e relataram as dificuldades enfrentadas diariamente para ter acesso à água potável. A partir da demanda, Geraldo levou o problema diretamente ao presidente da Itaipu Binacional, Enio Verri, com quem se reuniu em Brasília, em fevereiro deste ano, para buscar a inclusão das aldeias em projetos estruturantes de saneamento e segurança hídrica.
Paralelamente, o parlamentar também buscou providências junto ao Ministério da Saúde. Por meio da SEsai (a Secretaria de Saúde Indígena), foi elaborado um estudo técnico apontando a necessidade de sistemas completos de abastecimento, envolvendo perfuração de poços, reservatórios com capacidade entre 10 e 80 metros cúbicos, tratamento da água, redes de distribuição e ligações domiciliares
Com a decisão do Conselho Deliberativo da Itaipu, a articulação entra agora em uma nova etapa, com a participação da Sanesul e do Governo do Estado. Para Geraldo Resende, a medida representa uma conquista fundamental para assegurar condições dignas de vida às famílias indígenas.
“Água potável é um direito básico e também uma questão de saúde pública. Fomos procurados pelas comunidades, conhecemos de perto essa realidade, levamos a demanda à Itaipu e buscamos construir uma solução definitiva. A aprovação desses recursos mostra que todo esse trabalho valeu a pena. Agora, nosso objetivo é acompanhar os próximos passos para que as obras aconteçam e a água chegue efetivamente às famílias”, afirma Geraldo Resende.
Além de melhorar diretamente a qualidade de vida, a implantação dos sistemas deverá trazer reflexos importantes para a saúde das comunidades, reduzindo os riscos de doenças relacionadas ao consumo de água sem tratamento adequado e proporcionando melhores condições sanitárias às famílias.
Histórico da luta
A articulação do deputado federal Geraldo Resende junto à Itaipu Binacional resultou em um importante avanço para levar água à Terra Indígena Cerro Marangatu, no município de Antônio João.
As tratativas tiveram início em 24 de fevereiro de 2026, durante reunião do parlamentar com o presidente da Itaipu Binacional, Enio Verri, na sede da instituição, em Brasília. A partir dessa reunião, foi designado um diretor da Itaipu para acompanhar diretamente a demanda e dar encaminhamento às providências necessárias.
Na sequência, foi realizada uma visita técnica em 16 de março, em Antônio João, com a participação do deputado Geraldo Resende, da diretoria e da coordenação da Itaipu. A equipe esteve no local para avaliar as condições e definir os pontos onde deverão ser executadas as obras para garantir o abastecimento de água aos povos indígenas.
Desde então, o deputado Geraldo Resende manteve reuniões e tratativas permanentes com a Itaipu Binacional e a Sanesul para viabilizar o projeto. Após meses de articulação e acompanhamento, a proposta avançou dentro dos procedimentos técnicos e institucionais necessários. Como resultado desse trabalho, o Conselho da Itaipu Binacional deliberou e aprovou o investimento de R$ 13.055.000,00 para o início das obras nesta semana.
“A aprovação representa uma conquista concreta para a comunidade da Terra Indígena Cerro Marangatu e um passo decisivo para garantir o acesso à água”, avalia Geraldo Resende, lembrando que, de agora em diante, a respectiva ata será assinada conforme os procedimentos internos da Itaipu Binacional, permitindo o prosseguimento das etapas necessárias para o início das obras.
Conquista de UBS indígena
O trabalho de Geraldo Resende em favor das comunidades indígenas de Antônio João também resultou na conquista de uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS) para a Terra Indígena Nhanderu Marangatu. A obra está em andamento e representa investimento de R$ 1.880.338,00, viabilizado pelo parlamentar por meio de articulação junto ao Ministério da Saúde e ao Governo Federal, dentro do Novo PAC.
A nova estrutura está sendo construída pela empresa PN Engenharia Ltda. e terá como objetivo aproximar os serviços públicos de saúde das famílias indígenas, evitando deslocamentos e fortalecendo a atenção primária diretamente dentro do território. Quando estiver concluída, a unidade deverá oferecer consultas médicas, atendimento de enfermagem, vacinação, acompanhamento de gestantes, ações preventivas e outros serviços essenciais.


Geraldo Resende com lideranças indígenas e diretoria/coordenação da Itaipu Binacional, em março deste ano - (Foto: Divulgação)




