O professor e pesquisador de Neurocências da Duke University Miguel Nicolelis continua otimista em relação ao projeto Walk Again (Andar de Novo), apesar do ceticismo de colegas acadêmicos brasileiros. O projeto, que receberá recursos federais por meio do Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lyly Safra (IINN-ELS), estuda as possibilidades da interação cérebro-máquina para superação de deficiências motoras.
A meta é colocar um brasileiro paraplégico para caminhar e dar o chute inaugural da Copa do Mundo de 2014, usando uma veste robótica controlada pelo cérebro. Depois de experimentos bem-sucedidos com macacos e avanços nos registros das atividades neuronais, o consórcio internacional responsável pelo projeto se reunirá em março para anunciar as próximas etapas, que envolvem testes em humanos.
"Em 2014, bilhões de espectadores de todo o mundo vão lembrar do jogo de abertura da Copa do Mundo no Brasil por mais do que os gols marcados pelo time brasileiro ou pelos cartões vermelhos dados ao adversário. Nesse dia, meu laboratório na Duke University, que se especializa no desenvolvimento de tecnologias que fazem sinais elétricos do cérebro controlar membros robóticos, planeja um marco histórico na superação da paralisia", escreveu Nicolelis na Scientific American em setembro de 2012.
Os passos seriam controlados por sinais originários de seu cérebro, os quais seriam transmitidos de uma unidade do tamanho de um laptop em uma mochila que seria carregada por ele. O computador ainda traduziria sinais elétricos cerebrais, sendo que o exoesqueleto estabilizaria o peso do corpo e induziria as pernas robóticas do deficiente físico para coordenar os movimentos necessários. Com informações do Terra