Os médicos do Hospital Regional de Alta Floresta, no norte de Mato Grosso, seguem há mais de três meses sem receber. E a situação esta ficando cada vez mais crítica: o único hospital público da região do chamado Vale do Tapajós, esta há um mês atendendo apenas urgência e emergência. Anteriormente, atendia várias especialidades.
“E o Governo, só para limpar um estádio de futebol, vai gastar mais de R$ 1 milhão, mas não há dinheiro para saúde pública”, criticou o presidente do Conselho Municipal de Saude, Thiago Incerti, referindo-se ao contrato feito para a manutenção da Arena Pantanal, que vai sediar três jogos da Copa do Mundo no Brasil.
O jornal 24horasnews afirma que o caos na unidade de saúde da cidade matogrossense é grande. Relatos dão conta de que há pacientes que correm risco de vida devido a omissão estatal. Os fornecedores nem queriam fornecer medicamentos. A prioridade no momento é o atendimento básico a população
Thiago relata que já houve desligamento de vários profissionais das mais diversas especialidades na unidade hospitalar e varias cirurgias eletivas foram suspensas. A liminar da Justiça, expedida no processo 113810, ainda não foi cumprida pelo Estado e os profissionais não foram pagos. Segundo Thiago, “essa atitude beira o descaso com o cidadão por parte do Estado. Temos uma inversão generalizada de prioridades. Parece a política do pão e circo”, acrescentou.
Incerti admite que essa inversão de valores do Governo poderá gerar futuramente, inclusive, uma ação de responsabilidade civil ou penal contra as autoridades governamentais por estarem descumprindo a sentença judicial. Ele destacou que os conselheiros de saúde ainda relatam que muitas perguntas terão que ser respondidas, pois há muitas dúvidas no ar e o processo de transição ainda está confuso, segundo a reportagem do jornal.