A vingança é um prato que se come frio, estragado, envelhecido, largado por quatro anos quando se trata de um jogo entre Holanda e Espanha. É um prato que se come com goleada, com raiva. Com humilhação. Os vice-campeões mundiais souberam esperar, souberam mastigar a derrota na final de 2010 para, nesta sexta-feira (13), na Arena Fonte Nova, em Salvador, destruir seu antigo algoz com vitória por 5 a 1, de virada, na largada do Grupo B da Copa do Mundo. Não é título, não rende taça, mas é uma vitória histórica, um daqueles jogos que entram para o imaginário de um país.
O jogo não poderia ter sido mais emblemático. Robben, vilão em 2010, fez dois gols. Van Persie, tão discreto quatro anos atrás, fez mais dois. E Casillas, o herói do Soccer City, falhou feio, em um lance por cima, com possível falta de De Vrij, e no último, quando largou a bola nos pés de Van Persie. Diego Costa, muito vaiado, muito xingado, cavou o pênalti que rendeu o gol da Espanha, marcado por Xabi Alonso. Com informações do G1