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Escola Abigail Borralho visita a Exposição na UFGD

31 de outubro 2011 - 19h53 Por Redação Douranews, com Assessoria
Escola Abigail Borralho visita a Exposição na UFGD

A exposição será encerrada hoje, às 17h, em Dourados

Alunos e professores da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Estadual Abigail Borralho conheceram a exposição "Direito à  verdade e à  memória: a ditadura no Brasil 1964 - 1985", que será encerrada hoje (31) na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados).

Os interessados tem até às 17h desta segunda-feira para conferir o material, com entrada franca, no salão de exposições da UFGD, localizado na Unidade 1, Rua João Rosa Góes, 1761, Vila Progresso.

A visita ocorreu na noite de 21 de outubro com as turmas da primeira, segunda e quarta fase do EJA. Após percorrerem a exposição e participarem da viagem no tempo que os painéis proporcionam, foram reunidos no cineauditório da UFGD para apresentação do filme “Três Irmãos de Sangue”. O documentário sobre Henfil, Betinho e Chico Mário ilustrou o período de Ditadura Militar no país por meio da trajetória dessa família e de como cada irmão contribuiu através do humor, da sociologia e da música para a redemocratização do Brasil.

Antes do filme foram realizadas falas da jornalista Karine Segatto, secretária do projeto de extensão Cineclube UFGD, e do professor Acelino de Carvalho, coordenador do  V Congresso Transdisciplinar Direito e Cidadania, evento que conseguiu trazer para Dourados a exposição da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.

Karine Segatto exemplificou o período com alguns casos de repressão política ocorridos na cidade que estão no livro “Dourados: Memórias e Representações de 1964”, de Suzana Arakaki, e comentou que nessa época o Estado Brasileiro cometeu crimes proibidos até nas guerras (Convenção de Genebra), porque que não permitiu socorro médico, torturou, matou e escondeu os corpos dos presos, impedindo que fossem encontrados e enterrados pelos familiares.

O professor Acelino de Carvalho contou como a exposição veio para Dourados, em um esforço conjunto dos cursos de Direito da UFGD e da UEMS, falou dos objetivos da exposição, principalmente o de tornar a história conhecida pelos jovens que não viveram o regime de supressão de direitos, e de como está sintonizada com o debate nacional sobre a criação da Comissão da Verdade, aprovada na Câmara de Deputados em 21 de setembro e no Senado em 26 de outubro.

Apontou os desafios que a Comissão terá para relatar o período de 46 a 88, considerado muito longo pelas organizações de Direitos Humanos e dos familiares das vítimas, por meio do trabalho de uma equipe de sete membros, em dois anos. Então anunciou que as cidades serão mobilizadas para cada uma contar sua história e enviá-la para a Comissão, e que as universidades terão missão importante nesse relato, inclusive a UFGD.

Sobre a Exposição

Segundo o site do projeto “Direito à  verdade e à memória”, a exposição traz uma ambientação visual que conduz o público em uma espécie de “viagem no tempo”. Traz de volta a lembrança aos que viveram os fatos retratados e traduz aos jovens um pouco do clima vivenciado nesse período tão importante na história social e política brasileira. Recupera, de maneira exclusiva, desde os primeiros momentos do Golpe de Estado que mergulhou o país numa ditadura de 21 anos, até os grandes comícios populares das “Diretas Já”.

Imagens marcantes dos tanques militares na frente do Congresso Nacional, as passeatas estudantis, a resistência dos diversos grupos da sociedade civil, a censura de documentos, a violência, prisões e torturas estão expostas em grandes painéis que colocam o espectador dentro dos acontecimentos. Junto, todos os fatos ocorridos nessa época são recuperados em um texto em ordem cronológica.

Além da exposição, projeto Direito à Memória e à Verdade tem o Livro-relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (disponível para download), Memoriais “Pessoas Imprescindíveis” e a exposição “Apolônio de Carvalho – Vale a pena sonhar”.