O projeto de extensão Cineclube UFGD terá uma programação especial neste sábado (1) a partir das 17 horas, para celebrar a história dos soldados de Mato Grosso do Sul que lutaram na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial, pela FEB (Força Expedicionária Brasileira). A entrada é franca e o evento será no cineauditório da Unidade 1 da UFGD (Rua João Rosa Góes, 1761, Vila Progresso).
A abertura contará com apresentação musical de saxofone do maestro Ângelo Vicente e a programação prevê exibição do filme documentário “FEB - 60 anos” sobre a participação dos Brasil no conflito, seguido por debate com o jornalista Helton Costa, autor do livro “Confissões do Front: soldados do Mato Grosso do Sul na II Guerra Mundial”.
Vários soldados da FEB confirmaram presença no evento, como de Dourados e de Maracaju, além de parentes dos soldados que já faleceram, segundo informa a assessoria de imprensa da UFGD. Entre os pracinhas que confirmaram presença está Gonçalo Escolástico, de Maracaju, que tem quase 90 anos e foi ferido no combate de Monte Castello por conta de um bombardeio de tanque alemão. Estilhaços perfuraram braços, pernas e o rosto. Esteve internado por 12 dias e depois voltou para o front com estilhaços nunca retirados e que ainda estão cravados na perna.
Sobre o livro
O livro que será lançado durante a sessão do Cineclube UFGD a R$ 20 para custear a doação de exemplares para as bibliotecas de escolas públicas de Mato Grosso do Sul, foi editado pelo “Grupo Literário Arandu”, e conta a história de vários soldados do Estado que lutaram na Segunda Guerra Mundial no contingente de 25 mil combatentes enviados em 1944 para a Itália para lutar contra tropas nazistas e fascistas e Hitler e Mussolini.
O jornalista Helton Costa estuda o assunto há quase 10 anos, e agora com 26 anos de idade resolveu juntar as bibliografias que teve contato e as entrevistas que fez com sul-mato-grossenses que integraram a FEB e transformar tudo em um livro.
Segundo ele, pelo menos 180 soldados aparecem em listas fornecidas pelos quartéis e pela Associação dos Veteranos como soldados do Mato Grosso do Sul, nascidos nos municípios locais ou que imigraram para o Estado no pós-guerra.
“Hoje menos de 10% desses homens estão vivos, todos octogenários. Conversei com todos eles e tive contato com dados que outros pesquisadores como os jornalistas Vanderley Vieira e Luis Carlos Luciano e o historiador Márcio Aparecido possuíam, de forma que o livro é bem abrangente no sentido testemunhal dos ex-soldados que viveram o horror dos campos de batalha europeus”, explica.