Servidor público aposentado, de família tradicional em Dourados, Adail Alencar dedica-se a compor temas românticos, críticos, diversos, abordando o que existe de mais sentimental na poesia.
Veja um dos primados, lançado há quarenta anos:
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Quando as primeiras sombras do anoitecer vão chegando e o sol começa a se perder no horizonte colorido.
quando o vento frio da noite bate nas árvores fazendo as suas folhas cairem no chão.
E os pássaros depois da sua caminhada diária vão para os seus ninhos descansar.
quando os jovens namorados não vêem a hora de se encontrar para unir os seus corações sedentos de amor.
E as estrelas lá longe iluminam os caminhos dos que ainda não se encontraram consigo mesmos.
Quando os poetas concentram sua sensibilidade nos sentimentos, na vida para fazer lindas poesiias, mensagens de amor.
E fazem com que seus pensamentos voltem para si mesmos, na esperança de ajudar e ser ajudado.
Quando o amor se transforma em poesia e se perde nas ilusões, nos sonhos distantes.
Quando os pensamentos se tornam melancolia e as lágrimas se perdem num instante.
Quando a vida se resume em canções e poesias esquecendo todas as incertezas e fazendo da tristeza alegria.
Tudo se torna lindo. esquecendo que existe guerra, concordando que só existe paz.
Nesta hora sublime e triste, a hora do crepúsculo, tão silenciosa, a hora que a felicidade existe, pelo menos em uma rosa.
Nesta hora eu me encontro comigo mesmo, esquecendo tudo que existe no mundo, meus pensamentos voam livres a esmo, encontro a felicidade, em um segundo.
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Dourados, 29-09-73.