
Ele está à margem da vida, e é um pobre renegado. a esperança é sempre revivida, apesar do olhar cansado.
O seu mundo é tão vazio, o seu olhar não tem luz, o seu quarto é tão frio, nele está pendurada uma cruz.
De um Homem que não conseguiu acabar, no mundo a medIocrIdade, por isso está a vegetar, sem saber o que é felicidade.
No seu quarto escuro, Ele está cheio de amargura, o seu passado é o seu futuro, apesar de que nele, há bastante ternura.
O seu sorriso é tão triste, nele reflete a solidão, mas Ele existe, e tem coração.
A sua ternura é sufocada, pelas injustiças do mundo, suas emoções são desprezadas, nele há um desgosto profundo.
Há tanta carência afetiva, no seu coração magoado, ainda há pessoas altivas, que com o seu orgulho, o deixam de lado.
Ele poderia ser um de nós, e não quer saber quem é o culpado, mas quer que ouçam a sua voz, não o deixem desprezado.
Ele tem direito à felicidade, a alguém que lhe dedique atenção, pois não pode viver de saudade, de pais que o prostraram na solidão.
Ele não pode viver sem ideais, sem objetivos, sem sonhos, seus direitos são iguais, não pode viver sempre tristonho.
Ele é sustentado por entidades, que o tenta confortar, mas que não dão a felicidade, que um lar pode dar.
Ele está a cada instante, esperando ser adotado por alguém, sempre renasce a esperança, às vezes distante, de um dia não ser FILHO DE NINGUÉM.
Ele precisa de compreensão, e de ser tratado como gente, quer considerar cada um como irmão, e deixar de ser indiferente.
Se o orfão está à margem da sociedade, se o orfão está relegado a segundo plano, não interessa quem é o dono da verdade, nesse mundo sujo e mundano.
O importante é que seja respeitado, como ser humano, sem nenhum favor, seu sentimento deve ser encarado, não com piedade, mas com muito amor.
(Dourados, uns 30 anos atrás)