Estátua de Getúlio Vargas, na saída para a MS-156 — Douranews
Um homem, que governou o país em dois períodos, de 1930 a 1945 e depois de 1951 a 1954, e que optou pelo suicídio em 24 de agosto de 1954, é, até hoje, o mais laureado em equipamentos públicos pelo país.
De ponta a ponta, no mapa do Brasil, são 2.593 menções em ruas, avenidas, alamedas, praças, travessas e outros espaços de uso público nas cinco regiões do país.
Neste domingo, faz 71 anos que o presidente Getúlio Vargas decidiu “sair da vida para entrar na história”, como resumiu na carta-testamento que deixou escrita antes do tiro fatal. O documento depois se transformou em um marco da propaganda política e do legado getulista para justificar a morte como um ato de sacrifício supremo e uma forma de garantir a imortalidade histórica.
Em Dourados, em 1991, o então prefeito Braz Melo inaugurou estátua de corpo inteiro de Vargas no cruzamento da avenida que leva o nome dele com a Marcelino Pires, tributo enaltecido à época como ponto de visitação e de homenagens, especialmente de seguidores do ‘caudilho gaúcho’, liderados pelo ex-líder político Harrison de Figueiredo, o principal seguidor dessa corrente.
Atualmente, Getúlio é apenas ‘mais um’ no trevo do prolongamento da avenida Presidente Vargas que liga à rodovia MS-156, de Dourados a Itaporã, para onde foi removida a estátua do líder político empunhando o indefectível charuto.
Praticamente um desconhecido, inclusive às gerações que se beneficiaram das vantagens obtidas com a demarcação territorial da CAND, a Colônia Agrícola Nacional de Dourados, até hoje o maior exemplo de reforma agrária que deu certo no Brasil.