Dados da clearing (câmara de compensação) da BM&FBovespa indicam que, até pouco antes do fechamento, havia sido feito o registro de cerca de 3,3 bilhões de dólares em operações. De acordo com fontes do governo, não há nenhuma grande medida a ser tomada no curtíssimo prazo para brecar a queda do dólar. A mais recente, anunciada na terça-feira, teve impacto nulo: o aumento do imposto sobre a captação de empréstimos no exterior por empresas e bancos no Brasil.
As fontes afirmaram que a preocupação do governo não é somente com o câmbio, mas também com a inflação e com a alta do petróleo no mercado internacional, e um real mais valorizado pode ajudar a esfriar os preços. Apesar da ausência de novas medidas, as mesmas fontes indicaram que o Banco Central manterá a intervenção para limitar ao máximo a queda do dólar.
Nesta sexta-feira, o BC fez três leilões de compra no mercado à vista e um leilão de swap cambial reverso, onde vendeu 24.000 da oferta de 30.000 contratos --mas a queda do dólar acelerou após a maior parte da intervenção.