Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
27°C
Economia

Morte de frentista coloca trabalhadores de postos em alerta no Estado

04 de julho 2011 - 19h17 Por Redação Douranews, com Assessoria
Morte de frentista coloca trabalhadores de postos em alerta no Estado

Os mais de 5 mil empregados em postos de combustíveis de Mato Grosso do Sul querem mais segurança no exercício de suas atividades e não apenas contra os constantes assaltos registrados tanto na Capital como no interior, como também com sua saúde, já que o trabalho, principalmente dos frentistas e profissionais de pista correm risco de contaminação por produtos químicos liberados pelos combustíveis, especialmente o benzeno, responsável pela morte do frentista Gilberto Filiu, em junho do ano passado em Dourados.

O alerta é do presidente do Sinpospetro/MS (Sindicato dos Empregados em Postos de Serviço de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de MS), Gilson da Silva Sá, O Sinpospetro tem solicitado o apoio do Ministério do Trabalho para marcar mesas redondas com donos de postos visando fazer cumprir os acordos coletivos e a legislação vigente sobre vários aspectos no ambiente de trabalho. “Precisamos avançar nos quesitos proteção e segurança de nossos companheiros que trabalham nesses ambientes onde correm risco de contaminação”, argumentou Gilson Sá.

Morte em Dourados

O atestado médico feito pela médica Mariana Oliveira Barcelos, de Dourados, confirmou o agravamento da saúde do frentista Gilberto Filiu, morto em junho do ano passado por intoxicação, depois de diagnosticar que ele que tinha sérios problemas de saúde devido à intoxicação principalmente do benzeno, produto químico encontrado nos combustíveis.

De acordo com o atestado, “o paciente Gilberto Filiu apresentou exposição ocupacional ao benzeno durante 29 anos e está em acompanhamento médico neste serviço e em serviço médico especializado devido à insuficiência hepática, agravada pela intoxicação crônica ao benzeno (benzenismo). Em decorrência da patologia, apresenta ainda distúrbio plaquetário, hemocromatose e humor deprimido. Deverá permanecer afastado da exposição ao benzeno para diminuir o risco de agravamento do quadro clínico atual e de desenvolvimento de neoplasias”.

O presidente do Sinpospetro n ão quer que casos como esse voltem a se repetir em Mato Grosso do Sul. Por isso ele pede mais empenho das empresas nas medidas de proteção à saúde dos trabalhadores.