A instabilidade da cena externa mostra influencia a formação de preço do câmbio local. A fonte de preocupação continua sendo a falta de consenso sobre a elevação do teto da dívida americana.
Por volta das 13 horas, o dólar comercial apontava apreciação de 0,50%, a R$ 1,585 na venda, preço máximo do dia. O giro estimado para o interbancário estava em US$ 612 milhões, baixo para o período do dia.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para agosto tinha acréscimo de 0,53%, a R$ 1,5885.
No câmbio externo, o ajuste de preço é mais acentuado. Avessos ao risco, os agentes buscam proteção do dólar, que tem como melhor característica a liquidez. Há pouco, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, subia 0,73%, a 75,67 pontos. O euro perdia 0,57%, a US$ 1,403.
Ilustrando a aversão ao risco, o VIX, que mede a volatilidade das opções na bolsa americana e é visto com um termômetro do medo do mercado, disparava 10,75%, a 21,63 pontos.
De volta aos EUA, os congressistas tem até o dia 2 de agosto para elevar o teto do endividamento federal, que está em US$ 14,3 trilhões. Sem essa autorização, o governo perde a capacidade de arcar com seus compromissos. Duas agência de classificação de risco já alertaram que a nota do país será cortada caso o problema não seja resolvido.