O dólar caminha para o oitavo pregão consecutivo de valorização ante o real, refletindo o cenário externo. Na máxima do dia, a cotação atingiu R$ 1,70 pela primeira vez no ano. Por volta das 12h15, o dólar comercial avançava 1,19%, cotado a R$ 1,686 na compra e a R$ 1,688 na venda. Na máxima, foi a R$ 1,704. No mercado futuro, o contrato de outubro negociado na BM&FBovespa subia 1,27%, a R$ 1,707.
O economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho, explica que a moeda deve seguir em alta, refletindo os problemas que afligem especialmente a Europa. Cresceu o temor dos investidores de um calote do governo da Grécia. Enquanto isso, a bolsa de valores e os contratos de juros futuros sofrem queda.
No mercado de câmbio externo, o euro segue perdendo valor, em continuidade ao que se observou nos últimos pregões. Há pouco, a moeda comum europeia tinha queda de 0,33% em relação ao dólar, cotado a US$ 1,36. O Dollar Index, que mede o desempenho do dólar ante seis divisas, registrava ligeira alta de 0,14%, aos 77,31 pontos.
Os principais representantes de bancos centrais do mundo, que estão reunidos no Banco Internacional de Compensações (BIS) para examinar a situação econômica internacional, concluíram que o crescimento econômico global está desacelerando, mas não há sinais de nova recessão.
Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu (BCE), relatou o encontro aos jornalistas e disse que os BCs não enxergam recessão, mas que todos veem clara desaceleração econômica em relação ao que tem sido observado até então.