Com exportações que devem atingir os US$ 100 bilhões este ano, o agronegócio brasileiro está se expandindo cada vez mais no cenário econômicointernacional. Neste contexto, Mato Grosso do Sul é um dos estados brasileiros que mais contribuem para isso.
Afirmação é do professor PhD Marcos Fava Neves, da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, que também traçou um breve panorama da economia sul-mato-grossense.
“Mato Grosso do Sul é um dos melhores posicionados porque tem pouca gente, muita área e uma economia que está se diversificando. Eu diria que é um dos estados com uma das maiores taxas de crescimento e que não tem um endividamento elevado”, detalhou o pesquisador, enfatizando que a situação está confortável para poder olhar os próximos 15 anos.
“Tem que diversificar negócios e colocar outras atividades. No geral, é interessante que se tenha uma usina, uma soja, milho e outras culturas que possam ser desenvolvidas de maneira econômica na região, pois se o preço de uma estiver ruim, o preço da outra está bom e a economia não sente”, especificou Neves.
O professor da USP veio a Mato Grosso do Sul para fazer palestra no Showtec, em Maracaju, na quarta-feira (25). O tema abordado foi a profissionalização, competitividade e sustentabilidade da agricultura brasileira.
Durante a palestra, Neves enfatizou que o agronegócio contribuiu para a redução da desigualdade social no Brasil e que dá para aumentar a produção de alimentos e a de biocombustíveis ao mesmo tempo.
Dados apresentados pelo professor da USP apontam que as exportações do agronegócio brasileiro saltaram de US$ 79 bilhões para US$ 95 bilhões em apenas um ano.
“Em 1994, o Brasil era irrelevante. Passados 17 anos, o Brasil se tornou o principal país que fala nos eventos mundiais de agronegócio. Antes, a gente pagava para assistir congressos. Agora, nós somos pagos para falar em congressos. Essa é a inversão que aconteceu em um intervalo de tempo muito pequeno”, brincou o professor da USP durante a palestra na Showtec.
Dentre as vantagens que o agronegócio brasileiro tem no mercado internacional, o fato de vender muitos produtos e de ter mercados diversificados, de acordo com o pesquisador, que enfático ao defender o setor.
“Quem traz o dinheiro para o Brasil é o agronegócio. A sociedade urbana precisa entender isso”, afirmou Neves.