Os carros leves movidos a diesel, com fabricação atualmente proibida no Brasil, produzem 25% a menos de dióxido de carbono [o CO²], porém são mais caros e a indústria automobilística brasileira, além de não ter investimentos nesta tecnologia, já investe no etanol, que também consome menos CO² que a gasolina.
Essas foram algumas das argumentações apresentadas em uma audiência pública realizada ontem (28) na Câmara dos Deputados que reuniu representantes do setor automobilístico para debater o Projeto de Lei 1.013, de 2011, que trata da fabricação e venda de carros leves movidos a diesel no Brasil. Este tipo de automóvel está proibido desde 1976, quando o país enfrentou uma crise de petróleo e determinou que só poderiam ser fabricados e vendidos veículos a diesel com carga transportável superior a 1 tonelada.
Mario Massagardi, presidente da Aliança Pró-Veículos Diesel (a Aprove Diesel), formada por empresas do setor de auto peças e sistemistas de tecnologia, diz que não existem justificativas para a proibição desse tipo de veículo no país.