Acesso ao Oceano Pacífico, passando por MS, no Brasil, Paraguai e Argentina até chegar aos portos do Chile — Toninho Ruiz
Cerca de três anos. Esse é o prazo que o embaixador chileno Jaime Gazmuri Mujica prevê para viabilizar o novo corredor terrestre de acesso ao Oceano Pacífico, passando por Mato Grosso do Sul, no Brasil, Paraguai e Argentina até chegar aos portos do Chile.
O embaixador acompanha a expedição de empresários e autoridades que saiu na manhã desta sexta-feira de Campo Grande para percorrer os 2.200 quilômetros da rota e analisar sua viabilidade.
Mujica disse que há quatro ou cinco anos o projeto de uma rota como essa seria apenas uma ideia, mas que hoje, graças a mobilização dos quatro países envolvidos está muito próxima de ser viabilizada.
Os entraves, conforme ele, são as obras físicas que ainda precisam ser feitas, mas que está sendo encaminhadas pelos países, como a ponte entre Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul e Carmelo Peralta, no Paraguai, a pavimentação de 500 quilômetros de estradas no próprio Paraguai e de mais 100 na Argentina.
Outra questão, conforme ele, é uma simplificação dos procedimentos alfandegários nas divisas entre os países. "Se tiver de passar por oito postos alfandegários não tem como viabilizar a rota. Por isso, estamos discutindo a simplificação".