Com alta de quase 10%, carne é vilã da cesta básica — Douranews
O valor da Cesta Básica do mês de agosto teve um aumento de preços que chegou a 1,46% em comparação ao mês passado em Dourados. É o que constata a pesquisa desenvolvida pelo Projeto de Extensão Índice da Cesta Básica do Município de Dourados do curso de Ciências Econômicas da FACE (a Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia) da Universidade Federal da Grande Dourados, realizada na última semana do mês e a primeira de setembro.
Os produtos que compõem a Cesta Básica, conforme o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) de acordo com a Lei 399 que estabelece o salário mínimo são: açúcar, arroz, banana, batata, café, carne, farinha de trigo, feijão, leite, margarina, óleo de soja, pão francês e tomate.
Os preços da cesta básica, em julho, com estes produtos ficaram em R$ 620,29 o que significa 43,93% do salário mínimo de R$ 1.412,00. E no mês de agosto o trabalhador douradense teve que destinar uma quantia maior a isso para a compra dos mesmos produtos componentes da cesta: R$ 629,35, o que equivale a 44,57%.
Dos 13 produtos que compõem a Cesta Básica, somente quatro apresentaram aumento de preços no mês de agosto em Dourados. A carne foi o item que subiu mais, chegando a 9,78%; a banana com 8,92% de aumento; o arroz com 5,32% de aumento de preços e o café que aumentou 5,15% no mês de agosto [a banana e o café aumentando de preços pelo terceiro mês seguido] foram, os que mais contribuíram para a elevação do custo da alimentação básica.
De acordo com o professor Enrique Duarte Romero, coordenador do trabalho realizado pela FACE da UFGD, a pesquisa mostrou que vale muito a pena o consumidor realizar seu próprio levantamento de preços antes de sair às compras. “Existe diferença de preços entre um supermercado e outro com os mesmos produtos, isso demonstra que compensa essa verificação de preços e também observar a pesquisa realizada pelo Procon porque ele identifica os estabelecimentos detalhando os preços praticados por cada um deles”.
No período verificado pelo levantamento do curso de Ciências Econômicas da UFGD, a diferença chegou a 105,17 reais ou 18,31% dos preços com os mesmos produtos praticados por diferentes estabelecimentos, só em Dourados.
Já no âmbito nacional, o maior preço da Cesta do Brasil em agosto deste ano foi registrado em São Paulo, com R$ 786,35; seguida por Florianópolis (Santa Catarina) R$ 756,31 e a terceira capital com maior preço da Cesta foi registrado no Rio de Janeiro com R$ 745,64. E os menores preços foram encontrados nas capitais da Paraíba, João Pessoa, com R$ 548,90; Recife capital de Pernambuco, com R$ 533,12 e com o menor preço do país no mês, Aracaju, capital de Sergipe, registrou R$ 516,40. “Observe-se que os menores preços foram praticados nas capitais da Região Nordeste do país, fato este que se repete desde o início da pesquisa”, atenta o professor Enrique.
Comparado com a capital Campo Grande, onde o preço da Cesta no mês de agosto ficou em R$ 714,60; a cesta douradense é menor que a capital do Estado, superou aos preços praticados em 5cinco capitais estaduais do país (Salvador, Natal, João Pessoa, Recife e Aracaju), conforme aponta o DIEESE, mesmo fato que se repetiu no mês de julho.