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Educação

'Universidade impacta no aumento do Ideb nas cidades', afirma reitor

11 novembro 2016 - 18h24

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) aumentou, nos últimos dez anos, em todas as cidades de Mato Grosso do Sul onde a Universidade Estadual (UEMS) foi pioneira na oferta de cursos de graduação de Licenciatura. Os dados foram apresentados pelo reitor Universidade, Fabio Edir dos Santos Costa, durante seminário realizado na tarde de quinta-feira (10) no plenário do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), em Campo Grande.

Dos 66 cursos de graduação oferecidos pela instituição, 33 são de Licenciatura. “A UEMS vem formando professores que vem contribuindo, de forma efetiva, para a melhoria da prestação de serviços sociais e educacionais, assim como para o desenvolvimento econômico do Estado”, disse o reitor.

O Ideb é o indicador criado pelo Governo Federal para medir a qualidade do ensino nas escolas públicas de todo o país.  A avaliação varia em uma escala de zero a dez. Na cidade de Nova Andradina, localizada na região Leste do Estado, o Ideb das séries iniciais passou de 3,3 (2005) para 6,2 (2015), um aumento de cerca de 88%. Já o Ideb das séries finais foi de 3 (2005) para 5,7 (2015), um salto de 90%.

Em Naviraí, cidade no sul do Estado, o Ideb das séries iniciais passou de 3,7 (2005) para 6,3 (2015) e das séries finais aumentou de 3,2 (2005) para 4,9 (2015). Em Amambai, também na região sul, o índice foi de 3,2 (2005) para 5,7 (2015) nas séries iniciais e de 3,3 (2005) para 4,1 (2015) nas séries finais. Já no município de Coxim, região norte, o Ideb aumentou de 3 (2005) para 4,9 (2005) nos anos iniciais; de 2,5 para 4,2 nos anos finais.

"O dados mostram que a Universidade impacta, diretamente, no aumento do Ideb das cidades onde a UEMS está presente", concluiu Costa.

De acordo com o professor Aldo Nelson Bona, atual presidente da (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), a criação de universidades está ligada, diretamente, a geração de empregos, ao crescimento, e ao desenvolvimento das regiões do país. “Se o Mato Grosso do Sul quer continuar a crescer e a se desenvolver, ele deve fortalecer a UEMS”, enfatizou.

Atualmente, a UEMS possui unidades em 15 cidades. Ao todo a Universidade já formou aproximadamente 20 mil profissionais.

Impacto na renda
Outros dados apresentados no seminário chamaram a atenção dos presentes. Um deles foi a diferença de renda média entre os egressos da UEMS e a população em geral. De acordo com os números apresentados pela Instituição, a renda média mensal de profissionais formados pela UEMS é de R$ 4,2 mil, enquanto que a mesma média do sul-mato-grossense é de R$ 1.045 e a nacional de R$ 1.113, segundo último levantamento Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os profissionais indígenas a diferença é ainda maior. Enquanto a renda média de indígena segundo último levantamento do Data Sus é de R$180, pesquisa feita com egressos da UEMS revelou que indígenas formados chagam a ganhar 18 vezes mais, em média.

Seminário
O seminário "Diálogos Republicanos", organizado pela Escola Superior de Controle Externo (Escoex), discutiu o papel da UEMS no desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. O evento contou com a participação de autoridades de todas as esferas de poder público como o presidente do TCE-MS, Valdir Neves, a Secretária de Educação do Estado, Maria Cecília da Motta, e o governador Reinaldo Azambuja.

Durante o evento foram apresentados dados que mostram como, ao longo de 22 anos de existência, a UEMS foi fundamental para transformar a realidade educacional e profissional em MS.

O seminário contou com a presença de três palestrantes: o Reitor da UEMS, o presidente da Abruem e o Secretário da SECTEI/MS, Renato Roscoe. O debate foi mediado pela conselheira do TCE-MS e presidente da Escoex, Marisa Serrano.