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Fase da Lava Jato investiga se houve caixa 2 em campanha de Lula

02 de agosto 2016 - 18h35 Por DOURANEWS
Fase da Lava Jato investiga se houve caixa 2 em campanha de Lula Operação da Polícia Federal apura financiamento 'por fora' em campanha de Lula — Foto: Douranews/Arquivo

A 33ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira (2) pela PF (Polícia Federal), tem com um dos objetivos esclarecer denúncias de que a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu pagamentos ilegais, o chamado “caixa 2”, do consórcio Quip, que tinha contratos bilionários com a Petrobras.

O dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, disse ao juiz Sergio Moro, no ano passado, que o consórcio Quip repassou R$ 2,4 milhões em dinheiro ao tesoureiro da campanha de reeleição de Lula, José de Filippi Júnior. O vídeo da delação foi divulgado pela imprensa.

A operação desta terça-feira tem como alvo principal a empreiteira Queiroz Galvão, sócia majoritária do consórcio Quip, que firmou contratos com a Petrobras para a reforma e construção de plataformas de extração de petróleo, como a P-53 e a P-55. As outras empresas que compõem o consórcio são UTC Engenharia e Iesa.

“É uma investigação que ainda está em andamento em relação a reunir indícios, basicamente o que se tem é o relato de colaboradores de que em 2006 a Quip teria sido abordada. Foram solicitadas doações eleitorais que, na verdade, seriam também um pagamento de vantagem indevida por conta da plataforma P-53”, disse a delegada da PF Renata da Silva Rodrigues.

Dois mandados de prisão preventiva, tendo como alvo os ex-executivos da Queiroz Galvão Othon Zanoide e Idelfonso Colares, foram cumpridos pela PF. O executivo da Quip Marco Pereira Reis teve decretada a prisão temporária, mas a ordem judicial ainda não foi cumprida por ele se encontrar no exterior. Com informações da Agência Brasil

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