Senador disse que há chefes da policia envolvidos com o crime — ABC Color/Cardinal
O presidente do Senado paraguaio, Roberto Acevedo, lamentou a estrutura policial que permite a presença de criminosos brasileiros no país. Ele afirmou, após o furto de US$ 40 milhões (equivalente a R$ 120 milhões) cometido contra a empresa Prosegur, na região do Alto Paraná, que os criminosos brasileiros pagam para obter proteção policial no Paraguai.
Acevedo, disse que a Polícia Nacional protege criminosos brasileiros que cometeram o grande assalto à Prosegur. "Eles vivem tranquilos, porque eles pagam a polícia e vão. Eles vivem em grupos e são visitados por barcos de patrulha que passam a cada semana para recolher [o dinheiro]", disse ele ao ABC Color.
Roberto Acevedo insistiu na existência de uma estrutura policial que permite aos membros de grupos criminosos permanecem em áreas como Pedro Juan Caballero e Ciudad del Este, dedicados ao tráfico de drogas e agressão dessa magnitude, mesmo com documentos de identidade autênticos com conteúdo falso.
"Os chefes de polícia dos diferentes departamentos estão envolvidos. Há muito dinheiro envolvido", acrescentou.
O Comitê Executivo do Senado se reúne na manhã deta segunda-feira (24) para discutir os eventos em Ciudad del Este, confirmou Acevedo. O Senado mandou chamar o comandante da Polícia Nacional e representdantes do Ministério do Interior paraguaio para que apresentem um relatório detalhado sobre o que aconteceu.