A produtora de papel e celulose possui 17 por cento no empreendimento, o que corresponde a 51 megawatts (MW) médios de energia assegurada, segundo o presidente Antonio Maciel Neto.
"A Suzano usa entre 40 e 50 MW para rodar suas máquinas. Essa usina faz um hedge perfeito", afirmou o executivo a jornalistas nesta sexta-feira.
Maciel explicou ainda que a unidade de Imperatriz (MA), cujo início das operações está previsto para 2013, produzirá 100 MW de energia, por meio de cogeração, o que resultaria em um excedente de energia.
Entre a possível venda da participação e o início da entrada em operação da fábrica do Maranhão a Suzano teria então que adquirir energia no mercado.
As duas usinas do complexo de Amador Aguiar, com 450 MW, têm também como sócios a Vale, Cemig e Grupo Votorantim.
"Os sócios têm direito de preferência", disse Maciel, sem divulgar o valor que poderia ser obtido com a venda da participação.
No início de 2012, a companhia deve decidir também sobre a possível entrada de sócios no capital da Suzano Energia Renovável e sobre a venda de terrenos que a empresa detém no Estado de São Paulo, em uma região próxima ao município de Ribeirão Preto.