"No Safra, nós teremos um novo e bem capitalizado acionista majoritário que irá reforçar nossa forte posição como um banco privado independente suíço sob a marca Sarasin e que irá suportar nosso modelo de negócios", disse em comunicado o presidente-executivo do Sarasin, Joachim Straehle.
O executivo se referia a guerra de ofertas pelo banco que ocorreu entre o rival suíço de maior porte Julius Baer, o Safra e -conforme noticiado pela imprensa- ao menos uma outra instituição.
Nos últimos meses, o Sarasin não tinha pudor em manifestar que não gostaria de ter o Julius Baer como maior sócio.
Qualquer incerteza é altamente danosa aos bancos privados, já que os clientes valorizam estabilidade, consistência e discrição. Por isso, é incomum que uma guerra de ofertas se arraste por muito tempo por um banco, podendo afastar interessados, bem como seus clientes e ativos.
O Rabobank, que tem rating AAA, nunca teve desespero para vender a participação no Sarasin, e na sexta-feira não deixou claras suas razões para o desinvestimento --ainda que exista expectativa de que a operação dê suporte à nota atribuída ao banco por agências de classificação de risco.
Sob gestão da família dona do Safra, o Sarasin espera continuar a ter considerável autonomia sobre sua estratégia e expansão.