“Salas lotadas, poltronas quebradas, sessões sem opções de filmes fora do eixo ‘comédia-aventura-romance-nacional’. Todos filmes dublados, sem exceções. Até aí nenhuma novidade”. Assim começa o relato de um internauta, via Facebook, para narrar o ‘drama’ que viveu quando tentou assistir o filme Capitão América 2 na sala 3 do cine Araújo, no shopping Avenida Center, em Dourados.
“Passou dos limites”, conta Tig Vieira, acadêmico da UFGD que levou a namorada e foi com um cunhado ver o filme. De início, o som muito ruim. “Os diálogos pareciam vir de dentro de uma latinha de extrato de tomate”, descreve o internauta no perfil que mantém na rede social.
Ao procurar o responsável pela administração do cinema, uma atendente da bilheteria garantiu que a responsável pela projeção seria avisada e o problema seria sanado o quanto antes. E assim foi, até o final. Nesse ínterim, o acadêmico ainda comprou uma pipoca doce “servida num copo plástico, de 500 ml, por R$ 5,00”, como observa.
“Filmes dublados já são complicados para serem absorvidos com aquela sensação que fica dos sons não casarem com o movimento da boca”, prossegue o internauta, relatando que 30 minutos depois do início da exibição o problema persistia. Novamente, ao ser questionada, a atendente afirmou que o som estava daquela forma porque "uma caixinha havia queimado", e que não poderia resolver isso durante a sessão.
Depois de argumentar e reclamar, o rapaz conseguiu com que lhe fosse restituído o valor pago pelos ingressos; aí voltou ao interior da sala para comunicar-se com a namorada e o cunhado. Apesar da ruindade, ainda assim, o cunhado dele quis permanecer até o final no cinema; afinal, havia pago R$ 18 pelo ingresso.
Na saída, só restou a eles advertirem às poucas mais de 20 pessoas que faziam fila para assistir à próxima sessão sobre a ‘qualidade’ e a ‘estrutura’ que encontrariam na sala do cinema. A direção da empresa, que mantém uma rede de salas de projeções em vários shoppings do Brasil, não se manifestou sobre o episódio.