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Artista fez mural gigante de Senna em São Paulo

10 de novembro 2015 - 17h29 Por Do G1/Douranews
Artista fez mural gigante de Senna em São Paulo

O artista plástico e grafiteiro Eduardo Kobra precisou de 1,8 mil litros de tinta e 500 latas de tinta spray para pintar o rosto do tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna, que morreu em 1994. Ele demorou 20 dias para terminar a obra antes do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, em Interlagos, e quer que o atual campeão da modalidade, Lewis Hamilton, visite o mural, que fica na parede de um prédio na Rua Consolação, na região central de São Paulo.

A reportagem do G1 acompanhou um dia do trabalho dele em um andaime pendurado a 30 metros de altura. O desenho foi concluído nesta terça-feira (10) na lateral de um prédio da Rua Consolação, perto da Avenida Paulista, na região central de São Paulo. A corrida será realizada nos dias 13, 14 e 15 de novembro. "Quero fazer um convite ao Lewis Hamilton para visitar aqui o desenho do Ayrton Senna, pois ele falou que é fã do Senna", disse Kobra.

Ele disse que não vai poder acompanhar a corrida no Autódromo de Interlagos, pois já tem compromisso com outros três murais gigantes que vai fazer nos Estados Unidos. "Viajo nesta sexta-feira. Já realizei uns sete murais sobre Ayrton Senna. Ele é uma inspiração para mim, é algo que surgiu desde a adolescência. A ideia é homenagear os 20 anos da morte dele. Era para ser feito em Tóquio, mas por questões logísticas fiz em São Paulo mesmo."

Kobra disse que demorou cerca de um ano para conseguir todas as autorizações para fazer o trabalho. "Fiz contato com a família, com o Instituto Ayrton Senna, que gentilmente cedeu as imagens, tive contato com todo o acervo iconográfico dele. Para pintar foram 20 dias". A tela de alvenaria tem 41 metros de altura e 17,7 metros de largura.

Altura e segurança
O artista explicou ao G1 que aplica várias camadas de tinta para dar textura aos desenhos. "Quando você olha de perto não tem a sensação exata do desenho, mas de longe que se percebe melhor". Para fazer o trabalho, ele conta com a ajuda de outros três pintores, que se dividem em andaimes suspensos durante horas do dia. "Pintamos uma média de 5 m² por dia."

Kobra disse que, apesar de fazer pinturas nas alturas, não gosta muito de ficar "pendurado". "Não gosto muito de ficar na altura. Já fiz uma pintura com mais de 90 metros de altura, em uma parede curva. Era muito vento. Se chove ou venta muito eu paro de pintar e desço. A nossa logística é bem grande", afirmou o artista.