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Aumento da classe média projeta crescimento econômico na China

11 de novembro 2012 - 14h10 Por Redação Douranews
Aumento da classe média projeta crescimento econômico na China

Na China contemporânea, as mudanças no comportamento da população ocorrem em ritmo acelerado. Consumidores trocam bicicletas por automóveis, vão a shoppings ao invés de lojas pequenas, preferem usar grifes europeias e americanas a vestir os ternos "mao" padronizados e veem bairros tradicionais, os "hutongs", transformarem-se com arranha-céus de até 50 andares. Essa transformação envolvendo o padrão de consumo dos chineses deverá nortear a nova liderança política da China.

Praticamente inexistente quando a China iniciou a reforma econômica, em 1978, a classe média representa hoje cerca de 25% da população, com mais de 300 milhões de habitantes

O Partido Comunista Chinês, que governa a China em regime de legenda única, começou quinta-feira (8) um congresso no qual deverão ser anunciadas mudanças na liderança do país. Neste sábado (10), o país anunciou que está superando as dificuldades da economia e deverá atingir a meta de crescimento para o ano, de 7,5%.

Para recuperar o ritmo de crescimento que a China apresentou em 2010, de 10,3%, ultrapassando o Japão como a segunda maior economia do planeta, o novo governo deverá centrar as atenções na nova classe média, capaz de aumentar o consumo doméstico, frear a desaceleração da economia e diminuir o abismo que existe entre os ricos e pobres.

No Brasil, estima-se que existam 104 milhões de pessoas na classe média, o que representa 53% da população brasileira. De acordo com a projeção mais recente divulgada pela FGV (Fundação Getulio Vargas), até 2014 mais 13 milhões de brasileiros vão ascender à classe C, popularmente conhecida como "classe média". Isso representa um aumento de 11,9%.

Helen Wang, autora do livro "O sono chinês", explica que um valor adequado para medir a classe média na China é o de renda familiar anual de US$ 10 mil a US$ 60 mil, critério que, de acordo com as estatísticas, descreve 50% da população urbana do país, equivalente a 665 milhões de pessoas. O governo da China não faz uma avaliação específica sobre esse assunto.

Esse novo grupo de consumidores da China cresce a uma velocidade tão alta que poderia duplicar-se e até mesmo triplicar-se até 2025. No Brasil, a classe média tem renda per capita (por pessoa) entre R$ 3.492 e R$ 12.228 por ano.

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