Elano deixou o gramado sob vaias e como principal vilão na derrota do Santos para o Flamengo por 5 a 4. Motivo: o meio-campista optou por tentar cobrar o pênalti com uma cavadinha quando a partida estava 3 a 2 para o Alvinegro Praiano. A bola parou nas mãos do goleiro Felipe, que fez embaixadinhas para provocar.
Após a partida, Elano apoiou as críticas feitas pelos torcedores e classificou sua cobrança como irresponsável. “Errei porque quis fazer diferente. Foi uma irresponsabilidade da minha parte. A torcida tem toda a razão nesta noite.”
No entanto, o jogador também tratou de se defender e pediu para lembrarem sua história pelo clube. “Tenho uma história muito bonita. Não quero que seja apagada.”
“Peço desculpas a esses torcedores que me vaiaram e procurem me respeitar. Tenho cinco anos de santos e quatro títulos. Na noite de hoje acho que eles estão com a razão, mas peço para trabalhar em paz. Desde que voltei, há seis meses, já conquistei dois títulos.”
Problemas extra-campo
Durante a semana, Elano teve um problema extra-campo e explicou que tentaram sequestrar seu pai por duas vezes, na segunda e na terça-feira. Em uma delas, o pai do atleta ficou amarrado. Na outra, os ladrões não o encontraram e aproveitaram para roubar o sítio onde ele estava. “Não é justificativa, mas é uma semana para apagar porque sou uma pessoa muito abençoada”, comentou.
Muricy Ramalho também saiu em defesa do atleta, mas não criticou as vaias dos torcedores. "Acho que a torcida tratou ele bem demais, pelo erro. Não vi tanto protesto. Teve gente que também aplaudiu. O Elano é um grande jogador."
O treinador relembrou também a tentativa de sequestro, mas afirmou que o jogador estava concentrado e disposto a entrar em campo. “Ele teve um problema sério, mas foi resolvido. É um problema que acontece no Brasil. Houve um susto, mas ele estava preparado para jogar. Ele não foi tão mal no jogo. Só mudou a maneira de bater o pênalti. Ontem ele treinou, nunca desta maneira. Mas se ele estiver apto para jogar, vai jogar.”