O Palmeiras tem tido triplo prejuízo financeiro por não atuar em seu estádio. Além de gastar com o aluguel de outras arenas e de praças esportivas para seus associados, o clube não se livrou nem mesmo das contas de água e energia gastas nas obras da Arena Palestra. Desde que a arena começou a ser reformada, há um ano, o Palmeiras já teve que desembolsar mais de R$ 4 milhões. Isso representa cerca de 15% do rombo que o clube acumula nesta temporada, que passa de R$ 25 milhões. Somente a conta de água do Estádio custa aos cofres palmeirenses cerca de R$ 120 mil por mês, segundo o vice financeiro Walter Munhoz.
Também de acordo com a publicação desta quinta, outro R$ 1,3 milhão já foi gasto em 2011 com o aluguel de áreas esportivas para sócios e outros prédios - inclusive o local onde são guardados os troféus e as taças -, de acordo com boletim financeiro divulgado pelo clube. O aluguel de Pacaembu, Canindé e Arena Barueri, os três estádios utilizados pelo clube em 2011, custaram R$ 916 mil. O Palmeiras afirma que os gastos com água e energia poderão ser reembolsados pela construtora WTorre ao final da obra, previsto para 2013. Porém, a construtora afirma desconhecer o descontentamento dos palmeirenses a respeito dos gastos tributários sobre a obra no estádio.