Será um jogo em tom de despedida. A última partida entre seleções no estádio onde o Brasil conquistou a sua primeira Copa do Mundo, em 1958. Mas o confronto entre a seleção brasileira de Mano Menezes e a Suécia, nesta quarta-feira, às 15h (de Brasília), no Estádio Rasunda, pode ser mais do que isso. Uma virada de página após a decepção pela perda do ouro olímpico ou combustível para mais críticas em caso de novo insucesso do time canarinho. O confronto será transmitido ao vivo pela TV Globo, Sportv e GLOBOESPORTE.COM. O site também acompanha em Tempo Real.
A partida tem um tom de remodelação. Não de estilo, mas de peças. Um trabalho de transformação na construção da equipe que vai chegar à Copa das Confederações de 2013, no Brasil. Até mesmo o uniforme tem um quê de recomeço. Será uma réplica do utilizado na conquista da Copa de 1958, sem estrelas em alusão aos títulos mundiais.
- Se não tivéssemos esse jogo, o pensamento (na derrota para o México) ficaria por muito mais tempo. Agora temos uma chance para tentar esquecer o que passou. Depois das Olimpíadas precisamos dar sequência no trabalho, num jogo histórico, mas que dentro de campo não terá nada de festa - afirmou Thiago Silva.
A vitória significa um alívio para a comissão técnica. Uma derrota, porém, coloca ainda mais lenha na fogueira de especulações sobre a permanência ou não de Mano Menezes. O presidente da CBF, José Maria Marin, e o diretor de Seleções, Andrés Sanches, deram um voto de confiança ao comandante, que seguirá no comando da equipe mesmo após a perda do título do torneio olímpico.
- O Mano é o treinador da seleção brasileira. Vamos parar de pegar nessa história do treinador. Se tivesse sido campeão, ele não seria o salvador da pátria. E como perdeu, não é o culpado. Todos têm a sua parcela. Os jogadores também precisam saber que devem dar um pouco mais para a Seleção crescer. O trabalho está no caminho certo – disse o dirigente.