A sede da Federação Egípcia de Futebol e parte de um clube da polícia foram incendiados por torcedores do clube Al-Ahly neste sábado (9) no Cairo, pouco após a confirmação da sentença de morte para os 21 acusados de uma tragédia ocorrida em fevereiro do ano passado. Outras cinco pessoas foram condenadas à prisão perpétua por envolvimento no caso.
Na época, ao fim de uma partida no estádio de Port Said, um tumulto levou mais de 70 pessoas à morte.
Na manhã deste sábado, os bombeiros tentaram apagar as chamas que se propagavam pelo edifício da federação, localizado no mesmo bairro que o clube da polícia.
Em janeiro, a Justiça egípcia já havia anunciado a sentença dos torcedores, o que gerou uma onda de protestos e outros óbitos. Cerca de 40 pessoas morreram em confrontos com as forças de segurança do país.
O caso
A tragédia aconteceu durante um jogo entre os times Al-Masry e Al-Ahli. Quase no fim da partida, quando o Al Masry, mandante do jogo, vencia por 3 a 1, torcedores do Al-Ahli abriram cartazes com ofensas, e um deles entrou no campo com uma barra de ferro.
A torcida do Al-Masry reagiu invadindo o gramado e agredindo os atletas do Al-Ahli, e depois voltaram às arquibancadas para bater em torcedores rivais. Segundo testemunhas, a maioria das mortes foi de pessoas pisoteadas pela multidão ou que caíram das arquibancadas. Com informações do G1