A meta oficial era superar o desempenho dos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara. Mas, nesta sexta-feira, o Brasil ultrapassou até as marcas alcançadas no Rio de Janeiro, em 2007, quando foi anfitrião do evento. O resultado histórico foi impulsionado pela conquista de 16 medalhas na natação e 18 no atletismo – com brilho e união nas provas dominadas pelas velocistas cegas. Houve muita emoção no vôlei, antes mesmo da final, e motivo de alegria em dobro para Natália Mayara no tênis. Depois da chuva e de ver o mascote Pachi se arriscar com as raquetes, a jovem atleta sagrou-se campeã individual e foi escolhida para ser porta-bandeira do Brasil na Cerimônia de Encerramento.
Parte deste sucesso no quadro de medalhas se deve ao domínio das brasileiras nas provas de velocidade do atletismo na classe T11 (perda total da visão). Não teve outra bandeira no pódio tanto nos 100m, quanto nos 200m e nos 400m rasos, sempre com Terezinha Guilhermina no topo. Na premiação da última disputa de velocidade, os 400m, elas mostraram que além de velozes são unidas e entraram no estádio de York de mãos dadas junto com seus guias, como é comum em muitos esportes coletivos, e ainda abraçaram os velocistas do revezamento 4x100m para cegos, que bateu o recorde das Américas. Além de Terezinha, levaram medalhas Jhulia Kharol, Jerusa Gerber e Thalita Simplício.
Uma chuva fina caiu sobre Toronto na manhã desta sexta-feira. Foi o suficiente para atrasar em três horas as partidas decisivas do tênis em cadeira de rodas. Enquanto a quadra secava, o mascote Pachi entrou em ação e trocou bolas com um garoto canadense cadeirante. Com a quadra seca, a brasileira Natália Mayara conquistou o ouro na chave de simples - ela já havia levado o título nas duplas - e Daniel Rodrigues ficou com o bronze. Natália ainda foi anunciada como porta-bandeira do Brasil na Cerimônia de Encerramento, que será realizada neste sábado na Nathan Phillips Square.