Dirigentes, jornalistas e convidados chegavam a General Severiano na noite da última quinta-feira para a festa de lançamento dos novos uniformes do Botafogo. Naquele momento, num shopping anexo à sede, Jobson jantava com amigos. Pouco antes, o atacante teve um encontro com o presidente Carlos Eduardo Pereira e outros integrantes da diretoria. Ele segue cumprindo pena de quatro anos de suspensão imposta pela Fifa e aguarda uma definição de seu futuro.
O Botafogo decidiu enviar à Fifa um documento no qual mostra seu desejo de assinar um contrato com Jobson a partir do momento em que ele for liberado para atuar. A ideia é mobilizar o Comitê de Apelação da Fifa e mostrar a importância da absolvição para a vida pessoal e profissional do atacante. A Fifa, entretanto, ainda não julgou o recurso à punição da Federação Saudita de Futebol, que o acusou de se recusar a submeter-se a exame antidoping quando atuava no Al Ittihad, em 2014.
Jobson está no Rio de Janeiro desde a última segunda-feira e tem mantido a forma numa academia. O Botafogo vem arcando com alguns custos do processo – valores que são abatidos do que o atleta tem a receber de salários atrasados –, e o presidente afirmou que o encontro da última quinta-feira foi de rotina.
- Fizemos uma avaliação periódica da situação - limitou-se a dizer Carlos Eduardo Pereira.
Sem jogar desde o Campeonato Carioca, Jobson chegou a ser detido pela polícia em Conceição do Araguaia (PA), no início de julho, acusado de dirigir embriagado e resistência à prisão. Seu contrato com o Botafogo terminou em 24 de junho.