Diego Costa quebrou o silêncio após quase um mês sem conversar com jornalistas. O atacante do Chelsea quer se desvencilhar da pecha de polêmico sem mudar o estilo agressivo dentro de campo, que tem lhe causado alguns problemas na Inglaterra - foi suspenso por três jogos pelo episódio com os zagueiros Gabriel Paulista e Koscielny, do Arsenal.
De volta desde a última semana, o brasileiro naturalizado espanhol explicou que incorpora um personagem quando soa o apito do árbitro.
- Em campo você faz de tudo para vencer, quando a partida termina vou para casa ver meus amigos e família, brinco, sou um homem normal, mas em campo não coloque asas em mim, porque não sou anjo – disse à rede de TV “BBC”.
- Eu cheguei tão longe graças à maneira como eu jogo. E não vou mudar por conta do que as pessoas podem estar pensando. Acho que o futebol sempre teve um lado apaixonante, agressivo, com os jogadores dando tudo. As pessoas precisam se acostumar a isso – completou.
Diego Costa criticou ainda aqueles que enxergam o futebol como teatro.
- Algumas pessoas parecem pensar que futebol é como teatro, e que todos precisam ser o mocinho. Mas acho que você se transforma quando entra em campo, você não é a mesma pessoa fora dele... Lá dentro vou lutar pelo meu time e fazer o melhor que posso.
Ao se defender das críticas, o ex-jogador do Atlético de Madrid também apontou as diferenças para o futebol espanhol.
- Eu recebo faltas que resultariam em cartões amarelos ou vermelhos na Espanha, mas aqui é visto como parte do jogo. Os países têm diferentes visões de futebol. Mas eu não vou começar a reclamar disso. É meu dever adaptar-se à cultura e como o jogo é jogado aqui. Acho que meus esforços estão aí para todos verem.