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Diretor de segurança da Rio 2016 deixa o cargo

03 de abril 2016 - 13h15 Por Redação Douranews
Diretor de segurança da Rio 2016 deixa o cargo

Além da revolta da população, do processo de impeachment e da debandada de aliados históricos como o PMDB, a crise política em que a presidente Dilma Rousseff está submersa atingiu a FNS (a Força Nacional de Segurança) na semana passada. O coronel Adilson Moreira pediu demissão da instituição militar poucos meses antes dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro e não poupou a presidente. Ele enviou um e-mail a subordinados com duras críticas à Dilma. No texto, afirma que a família exigiu a saída dele da FNS. “Não precisa ser muito inteligente para saber que estamos sendo conduzidos por um grupo sem escrúpulos, incluindo aí a presidente da República. Me sinto cada vez mais envergonhado”, escreveu.

Moreira assumiu o cargo de diretor no começo do ano e pretendia permanecer até as Olimpíadas do Rio, mas não conseguiu aguentar mais alguns meses, pois “não foi possível manter o foco na área técnica somente”, como escreveu. No comunicado, ele foi categórico ao afirmar que o governo petista não está, de forma alguma, interessado no bem do País, mas sim em manter o poder a qualquer custo. O coronel admitiu que sempre viveu em “um conflito ético de servir a um governo federal com tamanha complexidade política”.

Essa não é a primeira vez que um funcionário da Força mostra insatisfação com o atual governo. O general-de-brigada do Exército Brasileiro, Paulo Chagas, criticou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Teori Zavascki, por retirar o processo de investigação que envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva das mãos do juiz Sergio Moro. Chagas afirmou que o gesto de Teori foi “premeditado e até mesmo debatido a portas fechadas”, como publica a revista IstoÉ.