Não está descartada, mas uma punição a Luis Fabiano pela expulsão na final da Copa Sul-Americana é improvável. A diretoria do São Paulo, acompanhada pela comissão técnica, entende que isso tumultuaria desnecessariamente o ambiente para a partida de volta contra o Tigre, da Argentina, no Morumbi.
Primeiro dirigente a comentar o assunto em Buenos Aires, Adalberto Baptista se esquivou. "Isso é tratado internamente. É claro que a expulsão acabou igualando a técnica das duas equipes, mas eles catimbaram o jogo inteiro, bateram, cuspiram, pisaram nos nossos jogadores", disse o diretor de futebol.
Já o presidente Juvenal Juvêncio deu a entender que não haverá nenhuma pena ao centroavante de 32 anos. "Ele nem pode jogar mais neste ano. Temos que analisar o conjunto da obra, que não é individual, é coletiva. Conheço o Luis, ele é assim mesmo", comentou o mandatário.
O discurso do presidente foi semelhante ao do treinador Ney Franco. Preocupado em não criar clima com o atacante, figura respeitada pelos demais jogadores, o treinador acredita ser desnecessário puní-lo. "Não é momento para isso. O Luis é um jogador que se entrega no jogo, com determinação, vontade", opinou.
Para ser campeão após o 0 a 0 em La Bombonera, ontem (5), o São Paulo depende de vitória simples na partida de volta, quarta-feira (12), no Morumbi. Em caso de empate, a decisão vai para a prorrogação e, persistindo a igualdade, para os pênaltis. Com informações do Terra