Pelo menos 46 jornalistas foram assassinados em 2011 no mundo todo, denunciou nesta terça-feira (21) no Cairo o CPJ (Comitê para a Proteção dos Jornalistas) ao destacar o aumento da censura governamental através das novas tecnologias.
Em entrevista coletiva para apresentar o relatório anual sobre os ataques à imprensa, o subdiretor do CPJ, Robert Mahoney, afirmou que as tentativas para o controle da informação se evidenciaram especialmente em países árabes como a Síria, que viveram revoltas populares.
Além disso, o CPJ identificou 179 escritores, editores e fotógrafos presos até 1 de dezembro de 2011 no mundo, o que representa um aumento de 34% com relação ao ano anterior, segundo o texto.
Uma das últimas vítimas da investida contra jornalistas no exercício da profissão foi o editor do jornal Mercosulnews, de Ponta Porã. O jornalista Paulo Rocaro, que atuava há cerca de 30 anos na região da fronteira do Brasil com o Paraguai, foi morto no dia 13 com pelo menos nove tiros de pistola.