Amarildo lembra quando recebeu a difícil missão de entrar no lugar de Pelé, que havia se machucado no jogo com o México. Apesar de passar a ser chamado de “substituto do insubstituível”, o atacante não se intimidou. Na final contra a Tchecoslováquia, Amarildo ajudou a virar o jogo. A seleção perdia por 1 a 0 e o atacante empatou a partida apenas dois minutos depois de o Brasil sofrer o gol. “Então, o entusiasmo deles desapareceu. Começamos a dominar o jogo. Fomos superiores e merecemos ganhar”. O Brasil venceu a partida por 3 a 1.
Da vitória contra o México, na primeira fase da competição, Mário Jorge Lobo Zagallo gosta de recordar o momento em que a partida saiu do 0 a 0. “Eu tive a felicidade de dar um peixinho e fazer o primeiro gol da partida” - o placar terminou em 2 a 0 para o Brasil com o outro gol sendo marcado por Pelé .
Craque reverenciado pelos companheiros, Mané Garrincha, foi lembrado por Zagallo. Conhecido por sua habilidade nos dribles, Garrincha só foi “parado” em toda a sua carreira por um cachorro que invadiu o campo durante a partida contra a Inglaterra nas quartas-de-final. Com o jogo paralisado, o atacante tentou agarrar o animal, sem sucesso. “Esse foi o único na vida que conseguiu driblar o Garrincha”, brinca Zagallo.
“Daqueles tempo para cá, os jogadores da seleção brasileira mudaram muito”, destaca Zagallo. Para ele, há muito preparo físico e pouco avanço em termos táticos. Os craques do passado encontravam mais espaço para jogar e podiam mostrar o talento deles. “Hoje, a bola chega, já tem um em cima. A bola muda de lado é a mesmíssima coisa. Fica um futebol feio”.
Durante a abertura da exposição, o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, reafirmou que os gastos com as obras para a Copa do Mundo no Brasil em 2014 serão fiscalizados. “Acho que dá para fazer tudo controlado pelos órgãos da União, Tribunal de Contas, Ministério Público, Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas dos Estados”.
De acordo com o ministro, quase todas as obras foram licitadas. “Das obras da Copa, é muito pouco o que falta ser licitado. E nós ainda temos tempo, temos dois anos”. Rebelo se mostrou otimista também em relação à organização. “Acho que a Copa pode ser uma referência, não apenas de organização, mas também de controle nos gastos públicos”.