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Igreja Universal vai pagar R$ 25 mil a funcionário chamado de demônio por pastor

03 de abril 2013 - 18h52 Por Redação Douranews
Igreja Universal vai pagar R$ 25 mil a funcionário chamado de demônio por pastor

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a condenação à Igreja Universal do Reino de Deus ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 25 mil a um operador de som que foi chamado de "demônio" e agredido por um pastor em Belo Horizonte (MG).

O tribunal manteve a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG). De acordo com a assessoria de imprensa do TST, o pastor da igreja, irritado com o operador de som que não conseguia obter o efeito que ele considerava necessário para impressionar os fiéis, agrediu o trabalhador acertando um microfone no rosto do funcionário. Na reclamação trabalhista o trabalhador alegou que o tratamento acústico das paredes do templo absorvia o som e não retomava a reverberação, necessária para impressionar os fiéis. Por isso, os pastores ficavam irritados e o humilhavam publicamente.

Um dos pastores teria o chamado de incompetente durante o culto, além de acusa-lo de ser o demônio e. "Ali está o demônio, ele que estraga tudo, é aquele rapaz ali em cima. Queima este demônio aí em cima, queima, queima ele, mande ele embora, pois ele é o demônio que está estragando a nossa reunião", diz areclamação.O juiz da 3ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte constatou a existência de dano moral e condenou a igreja ao pagamento de indenização no valor de R$ 50 mil. A instituição recorreu ao TRT alegando que o dano moral não foi configurado e pedindo a redução da indenização.

Com base em provas testemunhais o TRT manteve a condenação por considerar que o funcionário sofreu tratamento vexatório, mas entendeu que o valor da indenização estava acima do razoável e o reduziu para R$ 25 mil. A igreja voltou a recorrer, mas o relator do processo, ministro Alberto Bresciani, considerou que o tratamento respeitoso é dever legal e que os excessos do pastor atentaram contra a dignidade da pessoa humana e manteve a condenação em R$ 25 mil.Procurada, a Igreja Universal ainda não se manifestou sobre o processo.