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Dois anos após crime lutador de jiu-jitsu vai a júri popular

17 de março 2017 - 13h30 Por Glaucea Vaccari/CE
Dois anos após crime lutador de jiu-jitsu vai a júri popular Rafael Martinelli Queiroz será julgado em abril — Reprodução

Dois anos após o crime, lutador de jiu-jitsu Rafael Martinelli Queiroz, 29 anos, acusado de matar o engenheiro Paulo Céxar de Oliveira, 48 anos, dentro de um hotel, vai júri popular no dia 24 de abril, na 1ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande.

Rafael vai responder por homicídio qualificado pelo meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Crime aconteceu no dia 18 de abril de 2015, no Hotel Vale Verde, na Afonso Pena. Rafael brigou com a namorada, de 25 anos, a agrediu com socos e tapas.

Em seguida, acusado saiu do apartamento em que estava hospedado, invadiu quarto onde Paulo Cézar e o agrediu até a morte, golpeando-o com uma cadeira na cabeça. Ele ainda arrombou outros dois apartamentos.

Em fevereiro deste ano, o lutador foi diagnosticado com transtorno de borderline, condição mental caracterizada por humor, comportamentos e relacionamentos instáveis. Segundo laudo pericial, o faixa-preta de jiu-jitsu não pode ser totalmente responsabilizado por seus atos.

Se o juiz considerar o resultado do exame, poderá reduzir a pena ou então encaminhar o réu para internação em uma clínica psiquiátrica a ser designada pelo Estado.

Atualmente, acusado está recolhido em ala especial do Instituto Penal de Campo Grande, onde compartilha espaço com outros internos que também necessitam de cuidados especiais.