A direção do mercado era determinada por comentários do chairman do FED, nos quais ele disse que o banco central dos EUA está pronto para afrouxar ainda mais a política monetária se a economia se enfraquecer e a inflação diminuir. A fala de Bernanke era entendida pelos players como um sinal de que autoridades estão estudando seriamente a adoção de mais estímulos à economia, o que inundaria novamente o mundo de liquidez e poderia alimentar fluxos de capital a nações de rápido crescimento, como o Brasil.
"Os estímulos estão falando mais alto", resumiu o operador de câmbio de uma corretora paulista, que pediu anonimato. "Se de fato o FED embarcar num QE3, aí o dólar vai derreter", completou. No exterior, o dólar recuava à mínima do dia ante o euro e despencava ao menor valor da história ante o franco suíço. Ante uma cesta de divisas , a moeda americana cedia 0,7%.O otimismo com a possibilidade de novos estímulos beneficiava os mercados de ações globais , patrocinando ainda uma reviravolta positiva nos preços do petróleo .