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Longen diz que Brasil deve tributar o capital especulativo

03 de agosto 2011 - 12h39 Por Redação Douranews, com Assessoria
Longen diz que Brasil deve tributar o capital especulativo

O presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen, avaliou ontem (2) que o Plano Brasil Maior, lançado pela presidente Dilma Rousseff, é um caminho acertado, mas acha que o País precisa de medidas mais agressivas. “Há tempos temos feito propostas ao Governo Federal e também ao Governo Estadual chamando a atenção para a competitividade da indústria nacional e estadual”, disse, reforçando que, a cada dia que passa, o mundo esta mais globalizado e a competitividade mais acirrada.

Sérgio Longen diz que o setor não acredita na redução de impostos na forma como está proposta no programa. “O mercado está precisando de mais. Somos contra a criação de qualquer taxa para compensação de perdas sobre eventuais prejuízos do Governo em termos de receita. Se estamos falando em melhorar a competitividade, não adianta tirar de um lado e cobrar de outro, muito menos trocar o nome do imposto”, arrematou sobre o Programa anunciado pelo Governo Federal e que estabelece medidas de estímulo à produção, investimentos, inovação e defesa comercial.

Ele ressalta que essa prática já foi utilizada quando o PIS-Cofins saiu de 3,65% para 9,25% e a promessa foi de que as empresas poderiam se creditar das compras de matérias-primas. “O que vivemos hoje é o aumento dos custos das empresas, o Governo tira os créditos dos produtos e o PIS-Cofins fica incidindo sobre o faturamento bruto e com poucos créditos a serem aproveitados nas empresas do setor industrial”, exemplificou.

O presidente da Fiems destaca também que no Brasil as regras não são claras, pois, onde há créditos para quem exporta, por exemplo, os governos não compensam os valores para as empresas. “O Estado não valida os créditos de ICMS, pois a União não repassa os valores da Lei Kandir e por aí afora. Além disso, já passa da hora do Governo Federal desonerar os impostos sobre salários, não apenas de alguns segmentos industriais, mas de todas as empresas”, defendeu, completando que se faz necessário também a retirada dos impostos sobre investimentos para o setor produtivo como um todo e começar a tributar o capital especulativo.