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Chinês fala a empresários do Estado sobre atrativos econômicos

03 de agosto 2013 - 12h20 Por Redação Douranews
Chinês fala a empresários do Estado sobre atrativos econômicos

Durante palestra repleta de informações que refletiram o valor econômico do Brasil, o presidente da CCIBC (Câmara de Comércio e Indústria Brasil China), Charles Tang, apresentou, na manhã desta quinta-feira (1), a evolução dos mercados chinês e brasileiro, na sede da Acicg (Associação Comercial e Empresarial de Campo Grande). O visitante foi recepcionado pelo presidente da Faems (Federação das Associações Empresariais de Mato Grosso do Sul), Antônio Freire.

Charles Tang é também membro do World Policy Institute, de Nova Iorque, do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, de São Paulo, do Conselho das Câmaras Internacionais de Comércio e da Federação das Câmaras de Comércio Exterior.
A apresentação revelou números da economia chinesa, que em 2009 tornou-se o principal parceiro comercial do Brasil e em 2010, o maior exportador no mundo.

Tang destacou a atividade agropecuária brasileira. “A importância de estados produtores como o MS é cada vez maior no cenário nacional. A China tem menos terras férteis que o Brasil, mas lá cada metro quadrado é cultivado”, explicou. A previsão de exportações de produtos brasileiros para a China em 2013 é de 80 bilhões de dólares.

O presidente da CCIBC comparou o sistema tributário dos dois países e revelou que a China tem carga tributária 11% menor e taxa de juros de 6%, enquanto a do Brasil é de 7,5% (taxa Selic). “O Brasil não cresce porque a gente não permite. Toda vez que a economia brasileira começa a crescer, é criada uma taxa de juros que impede o crescimento”, disse Tang, chamando este processo de ‘modelo econômico de pobreza’.
Ao explicar porque o Brasil não acompanhou o crescimento da China, Tang ressaltou que nos últimos 30 anos a prioridade do país asiático foi estabilidade monetária a qualquer custo. “A China possui o estado de arte de tecnologia, design e qualidade que atrai gestão e investimentos”. Outro fator considerado determinante por Tang é que na China os encargos trabalhistas são 50% menores que no Brasil.