China e Rússia assinaram ontem (21) um acordo de US$ 400 bilhões para fornecimento de gás, assegurando ao maior consumidor de energia do mundo uma fonte mais limpa e abrindo um novo mercado para Moscou, que está sob risco de perder clientes europeus por conta da crise na Ucrânia.
O aguardado acordo, com duração de 30 anos, é um trunfo político para o presidente russo, Vladimir Putin, que está buscando parceiros na Ásia, uma vez que Europa e EUA buscam seu isolamento depois que Moscou anexou a península da Crimeia, na Ucrânia, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.
Mas, do ponto de vista comercial, muito depende dos preços e de outros termos não revelados do contrato, que levou mais de uma década para ser fechado. "Este é o maior contrato da história do setor de gás da ex-União Soviética", disse Putin, após a assinatura do acordo com o colega Xi Jinping, em Xangai, entre as estatais Gazprom e China National Petroleum Corp (CNPC).