As informações são da agência pública de notícias de Portugal, a Lusa. Moreno-Ocampo não quis divulgar os nomes das três pessoas. “Os juízes podem aceitar o pedido, rejeitar ou solicitar ao procurador informações suplementares”, disse o procurador, em comunicado.
No mês passado, Moreno-Ocampo anunciou a abertura de investigações contra Qathafi e mais sete pessoas ligadas ao governo dele também por denúncias de violação de direitos humanos e crimes contra a humanidade.
Pela resolução do Tribunal Penal Internacional, houve a advertência sobre a necessidade de investigar "os ataques sistemáticos" contra a população civil que "podem configurar crimes contra a humanidade". Há relatos de que Qathafi determinou o bombardeio em áreas urbanas de Trípoli (capital) e Benghazi, a segunda maior cidade do país.
Também há denúncias de que, por ordem do governo, vários líderes das manifestações foram presos e enterrados vivos para evitar que comandassem novos protestos no país. Khadafi nega as acusações.
Em 26 de fevereiro, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução solicitando ao TPI que investigue a situação na Líbia. Além disso, foram impostas sanções ao país, vetando compra de armas e equipamentos militares, e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) passou a promover ataques aéreos na região.