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Exército sírio ocupa cidade símbolo de protestos contra governo

07 de agosto 2011 - 13h16 Por Redação Douranews, com Reuters
Exército sírio ocupa cidade símbolo de protestos contra governo
Tanques e veículos blindados sírios ocuparam a cidade de Hama ontem (6), disse um morador, depois de uma investida militar de uma semana de duração, a qual provocou a morte de 300 civis, segundo uma entidade local de defesa dos direitos humanos. A cidade é lugar simbólico de protestos contra o presidente Bashar al-Assad.

Ativistas disseram que subiu para 26 o número de mortos em manifestações realizadas por toda a Síria por dezenas de milhares de pessoas que saíram às ruas na primeira sexta-feira do mês sagrado muçulmano do Ramadã.

A ação adotada por Assad para retomar o controle de Hama, na qual durante dois meses se realizaram imensas manifestações pedindo sua saída do poder, resultou em condenação da Organização das Nações Unidas e duras críticas até mesmo da Rússia e Turquia, estreitos aliados da Síria.

"Os ataques de ontem (sexta-feira) e pesado fogo de metralhadoras diminuíram. Tanques e veículos blindados estão por toda a parte na cidade", disse um morador de Hama que se identificou apenas como Jamal, proprietário de um negócio.

Usando um telefone por satélite, ele afirmou que a água e as comunicações convencionais continuam cortadas e só houve fornecimento de eletricidade por algumas horas, à noite.

As ruas estão vazias nessa cidade de 700 mil habitantes, tradicionalmente um bastião da oposição muçulmana sunita ao domínio da seita minoritária dos alauítas, à qual Assad pertence.

O pai de Assad, Hafez al-Assad, esmagou um levante armado islâmico em Hama cerca de 30 anos atrás, matando milhares de pessoas e devastando partes do bairro velho da cidade.

Hama persiste como símbolo de desafio à família Assad por causa do levante de 1982 e também por ter sido cenário de algumas das maiores manifestações contra o governo de Bashar al-Assad, até ele mandar para lá os tanques para reprimir os protestos. Mais de 100 mil pessoas se concentravam nas sextas-feiras para pedir sua destituição.