Ativistas disseram que subiu para 26 o número de mortos em manifestações realizadas por toda a Síria por dezenas de milhares de pessoas que saíram às ruas na primeira sexta-feira do mês sagrado muçulmano do Ramadã.
A ação adotada por Assad para retomar o controle de Hama, na qual durante dois meses se realizaram imensas manifestações pedindo sua saída do poder, resultou em condenação da Organização das Nações Unidas e duras críticas até mesmo da Rússia e Turquia, estreitos aliados da Síria.
"Os ataques de ontem (sexta-feira) e pesado fogo de metralhadoras diminuíram. Tanques e veículos blindados estão por toda a parte na cidade", disse um morador de Hama que se identificou apenas como Jamal, proprietário de um negócio.
Usando um telefone por satélite, ele afirmou que a água e as comunicações convencionais continuam cortadas e só houve fornecimento de eletricidade por algumas horas, à noite.
As ruas estão vazias nessa cidade de 700 mil habitantes, tradicionalmente um bastião da oposição muçulmana sunita ao domínio da seita minoritária dos alauítas, à qual Assad pertence.
O pai de Assad, Hafez al-Assad, esmagou um levante armado islâmico em Hama cerca de 30 anos atrás, matando milhares de pessoas e devastando partes do bairro velho da cidade.