"Mais de 600 pessoas estão começando esta marcha. É uma manifestação para defender nossos direitos. Nesta marcha também há mulheres, crianças e idosos", afirmou à AFP o líder indígena Ernesto Sánchez de Trinidad, capital do departamento de Beni, na Amazônia.
Os aborígenes do centro e da Amazônia boliviana se opõem ao traçado de uma estrada de mais de 300 km financiada pelo Brasil através do Território Indígena e Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS), uma reserva nacional onde moram cerca de 50 mil pessoas e rica em flora e fauna.
Já começou a ser construída uma primeira parte da estrada, que terá um custo total de 415 milhões de dólares, mas as obras ainda não chegaram ao TIPNIS.
Sánchez lembrou que os indígenas não querem a estrada porque ela "afetará a vida, as plantas e os rios" em seu território e pedem que o governo proponha rotas alternativas para não afetar a reserva ecológica.