Os observadores da ONU (Organização das Nações Unidas) na Síria decidiram suspender sua missão no país devido à "intensificação da violência", informou neste sábado (16) o chefe da operação, o general norueguês Robert Mood. As informações são do Portal UOL.
"Devido à intensificação da violência armada nestes dez dias (...) e aos riscos, a missão de observadores da ONU (UNSMIS) suspende suas atividades. Os observadores deixarão de patrulhar até nova ordem e os contatos com as partes serão limitados", afirmou o comunicado do general Mood.
"A ausência de vontade das duas partes (governo e rebeldes) para chegar a uma transição pacífica aumentam as perdas", completou. "Civis inocentes, homens, mulheres e crianças morreram todos os dias. Isso aumenta também os riscos dos observadores. Esta suspensão das atividades da ONU será reavaliada cotidianamente. As atividades serão retomadas quando a situação permitir", concluiu.
Soldados que faziam a escolta dos observadores internacionais enviados pela ONU à Síria foram alvo de uma explosão na quarta-feira (13), em Deraa, ao sul do país, um dos redutos da oposição de Assad.
Eles estavam em um veículo militar quando houve uma explosão, provavelmente devido a uma bomba plantada na rua. Seis soldados ficaram feridos. O porta-voz do Exército Livre da Síria, coronel Qasem Saadedin, disse que a explosão não atingiu nenhum dos observadores.
O carro com os soldados seguia o comboio com os enviados da ONU à Síria, que havia passado pelo local da explosão havia poucos minutos e levava, entre outros, o general Mood.
A Síria está sob conflitos há 15 meses e aA missão da ONU, proposta pelo mediador da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, foi mobilizada no último mês de abril.
Com um balanço estimado em 13 mil mortos e dezenas de milhares de torturados em prisões, desde março de 2011, o que se percebe é o afundamento do país em uma "guerra civil" – termo usado por uma autoridade francesa na ONU e repetida pelo ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius.